quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Quando te vejo

Quando te vejo sinto o sol, calor imenso, força na pele da alma, luz e calor.
Quando te vejo sinto o verde azul do mar, cor perfeita, brindando a beleza da vista, nunca, nunca esquecida.
Quando te vejo sinto a serra, selvagem, robusta, amiga das horas pensantes, com suas nuances oferecidas por Deus.
Quando te vejo sinto meu corpo refletido no tom de quem ama o amor, sentido real de toda uma existência.
Cassia Mira

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Pintura a óleo

Como processo de pintura, o óleo oferece ainda hoje margem a discussões quanto às suas origens, métodos e evolução, a despeito de sua aplicação secular. A área de desenvolvimento da pintura a óleo está estreitamente ligada à cultura ocidental e fica circunscrita, geograficamente, das fronteiras eslavas até o Atlantico e do Mar do Norte ao Mediterrânio, transferindo-se, mais tarde, através da colonização, às outras partes do mundo. São óbvias as razões pelas quais o óleo tomou conta da palheta do artista.
Desde os primórdios, as tintas a óleo eram conservadas em pequenos sacos de couro ou de bucho, que, ao serem furados com um estilete, deixavam sair a quantidade de tinta desejada. Os meios de acondicionamento aperfeiçoaram-se ainda dentro dos ateliers, pelo uso de tubos de metal, com pistão, que comprimia a tinta contra o orifício de saída e eram novamente cheios, à proporção que se esvaziavam. A industrialização devemos o moderno tubo feito de estanho, contendo as tintas já preparadas para comodidade do artista. A terebintina extraida das coníferas através da destilação de sua exsudação, processo relativamente simples, era conhecida dos antigos, citada por Plínio e Teofrastos como Therebintus, com utilidade na medicina.
Fonte: Iniciação à pintura. Edson Motta, Maria Luiza Guimarães Salgado, editora Nova fronteira.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Silêncio!

Diante da paisagem um convite...
Ouça o silêncio da alma...Façanha proeza.
O silêncio do eu na calada do cansaço.
O percurso que promete a energia renovada.
Ouça o silêncio ao redor... O uivo do bambuzal, o cantar dos pássaros, a boiada que dita a hora, o som beirando a serra...
Ouça o silêncio ao redor...
O som das águas verdes...o barco anunciando solidão.
O quanto Deus caprichou no canto lírico dos pássaros. Deus! Deus que persevera em dizer que existe.
Ouça o silêncio em si...
O que está do lado de fora...
Ouça o silêncio ao redor pois ele já faz parte de ti.

Cassia Mira
trabalho publicado

domingo, 25 de dezembro de 2011

Meu querido Papai Noel

Meu querido Papai Noel

Papai Noel, gosto desta época do ano, gosto da roupa que você usa, gosto de você. Gosto do seu sorriso e da alegria que vejo no olhar de encanto das crianças. Eu acredito em você e sei que todos os nossos sonhos podem ser realizados, se você acreditar.
Este ano, quase todos os meus sonhos foram realizados. Consegui Papai Noel, eu consegui! Um sonho muito próximo do que seja a nossa missão neste mundo. Consegui Noel, ficar perto das crianças, bem pertinho do sorriso delas.
Minha missão, umas das que tanto sonhei e pedia a Deus. Um sonho real! A missão de educar para um mundo melhor, educar para a arte, educar para a música, educar com amor, educar sem violência, sem opressão, sem preconceito. Educar com amor!
Sempre! Mesmo em momentos de muita dor, o que, ás vezes, acaba acontecendo. O inevitável.
Neste Natal tenho que pedir para você um presente especial. Um presente que só pedem os que continuam a sonhar. Primeiro peço por aqueles que perderam a esperança de um futuro melhor. Peço por aqueles que ainda não realizaram seus sonhos. Peço pelas pessoas amargas de coração, que tem uma casca humana de beleza e, por dentro, carregam a ignorância, a si mesmos, praticam a ausência de ideais humanitários. Peço por elas.
Peço por aqueles que não escondem as lágrimas. Peço pelos que sentem a dor da perda de alguém, onde a saudade vem como consolo, alimentando as lembranças dos momentos felizes.
Peço Papai Noel pela paz no mundo, pelos doentes e carentes de afeto, pelos que não acreditam em sonhos e nem no meu querido amigo Papai Noel.
Peço pelo meu querido Brasil e pelos meus amigos. Eu sou uma brasileira que espera por dias ainda melhores, que espera e não se cansa de pedir por aqueles que carecem de cultura, educação de qualidade, pelo cumprimento da justiça, pelo direito a saúde e a liberdade.
E para finalizar, peço que, além de fazermos nossas compras, que olhassemos nossos corações para que este seja preparado, feito uma gruta, pra que a criança mais importante do mundo possa nascer. Jesus precisa nascer! De verdade! Que nossos corações sejam como a gruta de Belém: simples e aconchegante.
Que todos os dias o céu de Natal aconteça. Que a estrela querida seja avistada, que venham as visitas e que os lares estejam seguros de qualquer tipo de violência.
Papai Noel, um beijo doce de quem já foi criança.
Para todos nós, um Natal recheado de magia e um próspero 2012!

Texto: Cássia Mira
Publicado: Jornal Guaypacaré

sábado, 3 de dezembro de 2011

Eis que o amor é livre!

A poesia do amor

Corpos relaxados ao sabor do vento, enfeitando o som das palavras tidas como faíscas no enredo cujo nome é amor.
Embolados pelo caos, se juntam sem pudor para saborear todos os gostos deste amor.
No murmúrio deste alento, só nos resta à entrega total do sentir cada vez mais o ato e procurá-lo ainda mais, repetidas e apressadas vezes sem querer nunca, mais cada vez mais o ápice final.
Este ápice que nos faz deitarmos e olharmos para o início de nossas vidas quando éramos somente terra e céu.
Como quem almeja unir a lua ao mar.
Qual instante é este que atravessa a calada da noite e mergulha na imaginação de seres que se gostam tanto que se permitem apenas o sonhar.
A mágica da vida, destinos que se cruzam.
Pétalas ao chão em dias de sol, em dias lua e na mansidão do céu o transbordar das estrelas.
A mágica da paixão, o desejo ardente da presença, os braços que infelizmente não alcançam o calor de um abraço.
Fica o afeto, a força da mente que alcança o pensar constante, a busca dos sentidos mais sublimes, a força do bem querer e que mesmo na dor deixa correr o percurso do rio, na certeza de que no ápice do amor, a vida vibra de alegria, o amor é livre e quem o sente entende o que aqui se escreve.

Cássia Mira

Para brindar o poder de nossas mentes e corações.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Solidão

A solidão é a janela da dor de uma alma que almeja o som do amor e na calada da noite suspira o sonho do encontro. Cassia Mira

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A ARTE

A arte existe para saírmos do cotidiano escuro. É através das palavras e dos gestos que o pensamento é mergulhado na alma e somos capazes de sentir a realidade de forma a dar significados ao que nem sempre podemos ver e ouvir. Cassia Mira