terça-feira, 5 de novembro de 2013
terça-feira, 6 de agosto de 2013
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Jesus em nós
JESUS EM NÓS
Outro dia estava a trabalho em uma
cidade próxima a minha e ao passar pela rodoviária local me deparei com uma
reflexão pra lá de religiosa, pra lá de política, pra lá de existêncial ou
mesmo assistêncial.
Digamos que a reflexão transcendeu os
muros de quem, mesmo diante de tantos estudos e conhecimentos e ainda com
formação religiosa para tal exercício, se sentiu no mínimo pior do que a cena
avistada e que pela qual foi responsável por me permitir humanamente um ser
inútil.
Ao passar pela calçada me vi diante de
um homem que provavelmente tinha por volta de uns vinte e oito anos, roupas
claras e sujas, rosto com barba por fazer e os pés sujos. Pele tatuada e por
ali adormecia em posição de criança. Deitado na grama que cercava a guia da
calçada, o homem parecia a mercê de qualquer tipo de ligação com o nosso
"mundo". O homem me fez lembrar a vida e as mensagens de Jesus. Não
sei explicar e até me permito tentar. Nesta época do ano eu sempre me percebo
sensível. Penso na vida, realizações profissionais, metas por ainda cumprir,
família, trabalho, compras, presentes e ...tanta...tanta coisa por fazer.
A cena me permitiu o sentido de tudo.
Aquele homem me fez pensar no vazio. No nada. O pouco que ele tenha eu não paro
para pensar no meu dia. Foi então que pensei nele. Onde está sua família? Este
homem teve uma mãe, um pai? O que houve? Por tantas experiências que ele
vivenciou. Quantas provocaram seu estado? De onde ele é? Quem ele é? Seu nome?
Em que momento ele abandonou sua família? Ou será que foi abandonado?
Eu me senti desconfortável com estas
perguntas que, ao longo do caminho, vinham em sequências rápidas à minha mente.
Havia um homem que vinha atrás de mim e ele percebeu que eu meditava sobre a
cena que o mesmo também avistou. Ele olhava admirado e como que me dizendo: é
ele e não nós. Tive esta impressão. Ou ainda, que situação não é mesmo?
O fato é que estamos na época do Natal.
Jesus se estivesse no meu lugar, o que Ele faria?
Eu senti vontade de conversar com aquele
homem, estender-lhe a mão. Mas me senti impotente. Erguer este homem não estava
no meu poder. Eu queria oferecer-lhe emprego. Apresentá-lo à sociedade como
sendo digno de oportunidades. Encaminhá-lo a órgãos públicos competentes.
Naquele momento senti meu coração aberto
para o nascer de Cristo. Senti vontade de lavar seus pés e mostrar o caminho da
oração, do amor, da humildade e o caminho da fé.
E foi então que cheguei ao meu destino
de trabalho e o que me restou foi a oração por aquele jovem rapaz. Nas minhas
orações eu pedi a Jesus que pegasse aquele jovem no colo e que minhas orações
fossem atendidas em prol de outras situações parecidas com aquela.
Quando cheguei ao trabalho pensei
comigo: Senhor, que com meu trabalho eu possa falar do acontecimento de hoje e
que este exemplo sirva de motivação para tirar das ruas jovens como este jovem.
Que o meu trabalho ajude as pessoas a caminharem na esperança de um futuro
melhor.
Cassia Mira
Eu desejo a todos um feliz e santo Natal!
terça-feira, 20 de novembro de 2012
AR
Em duas letras...
Muitos sentidos!
Em duas letras...
Muitos sorrisos!
Sorrisos em ares...
Doces suspiros!
Sorrisos de brisa...
É o ar que se respira!
Ar puro e limpo...
É tudo que se aspira!
Do ar também devemos cuidar
Desta fonte que é vida!
Ar que sustenta esta sememte.
Abraça o avião que sobe.
Faz brotar nos corações
a emoção desta corrente!
Sinto-te no vento.
Dou-lhe o nome de brisa.
Sinto na pele seu toque.
Brindando a suavidade da poesia.
Sinto-te na música.
No fôlego do cantor.
que solta sua voz.
Aveludando a melodia!
Sinto-te na nuvem,
nas infinitas formas que se modelam.
Dando sentido a fantasia.
Neste instante sou artista.
Flocos de algodão!
Deste jeito te sinto.
Fonte de minha inspiração.
No sorriso de uma criança
Tua existência faz morada.
Doce ar que assim respiro.
Trabalho publicado no jornal Guaypacaré em 9/06/2007
Declamado pela autora para um grupo de professores da Escola Estadual Gabriel Prestes em 19/11/2012
Muitos sentidos!
Em duas letras...
Muitos sorrisos!
Sorrisos em ares...
Doces suspiros!
Sorrisos de brisa...
É o ar que se respira!
Ar puro e limpo...
É tudo que se aspira!
Do ar também devemos cuidar
Desta fonte que é vida!
Ar que sustenta esta sememte.
Abraça o avião que sobe.
Faz brotar nos corações
a emoção desta corrente!
Sinto-te no vento.
Dou-lhe o nome de brisa.
Sinto na pele seu toque.
Brindando a suavidade da poesia.
Sinto-te na música.
No fôlego do cantor.
que solta sua voz.
Aveludando a melodia!
Sinto-te na nuvem,
nas infinitas formas que se modelam.
Dando sentido a fantasia.
Neste instante sou artista.
Flocos de algodão!
Deste jeito te sinto.
Fonte de minha inspiração.
No sorriso de uma criança
Tua existência faz morada.
Doce ar que assim respiro.
Trabalho publicado no jornal Guaypacaré em 9/06/2007
Declamado pela autora para um grupo de professores da Escola Estadual Gabriel Prestes em 19/11/2012
Momentos!
Momentos!
E a vida continua no seu percurso ligeiro e certeiro.
Aproveito a oportunidade para divulgar ao leitor que pelas ruas da cidade vem me pedindo para revelar o nome da música do amor que relatei no último artigo intitulado "Sintonia do amor", a música é Moon over Naples - do cd Boleros de ouro do maravilhoso músico Waldir Silva. Gente! É linda!
A vida é feita de momentos felizes e somente quem vive intensamente estes momentos sabe que esta frase é verdadeira.
Dia 15 de agosto vivi tão intensamente que ainda o sinto em meu ser. Vivenciei o ser mãe duplamente e coloquei em prática minha missão vocacional. Revivi momentos de quando exercia meus primeiros passos na profissão de psicóloga. Fui pioneira em acompanhar partos na Santa Casa de Lorena. E ali vivi minha tarefa institucional que era acompanhar e ouvir a dor do outro. Promover conforto e entendimento emocional, acolher e preparar pacientes para procedimentos cirúrgicos, perda por luto, situações de emergências e assim passei pelos setores U.T. I, pronto socorro e maternidade. Montei um grupo de chefes e enfermeiros de setor para trabalhar o stress provocado pelo cotidiano hospitalar.
Mais foi na maternidade que vivenciei momentos lindos!
Hoje encontro com os bebês que vi nascer a vinte anos atrás. Jovens sorridentes fazem questão de me abraçar.
E foi neste último 15 de agosto de 2012 que revivi tudo isso e a vida me presenteou com mais um momento feliz.
Na Rua Dom Bosco, no dia da fundação da nossa Santa Casa de Misericórdia de Lorena, lugar onde nasci, onde nasceram minhas duas filhas, que então fui agraciada por Deus. Fui convidada a acompanhar e preparar minha filha para o parto. Meu neto Eduardo veio à luz.
Agradeço aqui poder acompanhar os trabalhos do Dr. Takano e compartilhar de sua sabedoria médica.
Ao Dr. Rogério Ligabo que humanamente apresentou o bebê para sua mãe e vovó.
Natália foi forte e nos abraçamos muito, choramos de emoção ao final do parto e acolhemos o futuro que ali se mostrou presente.
Naquele momento me senti o próprio manto azul acolhendo mãe e filho na tranquilidade.
Eu senti o sagrado, o eterno, o saudável.
Deus abençõe os médicos, a equipe de enfermeiros, parabéns Santa Casa por mais um ano comemorativo.
E Viva Nossa Senhora da Piedade!
Termino com mais uma de minhas frases:
Nascer é um milagre!
Viver é uma conquista!
Um abraço feliz!
Trabalho publicado Cassia Mira
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Sintonia do Amor
No auge do momento, venho escarafunchando minhas experiências de vida e buscando nelas algum exemplo que bem sirva para demonstrar ao leitor o que de fato significa vivenciar o amor e assim dizer que, venho incansavelmente vivendo e aprendendo. Sempre!
Certo domingo estava a visitar meus pais e quando, de repente dei de cara com um ingrediente fundamental na vida a dois.
É claro que vida de casal não é nada fácil e ausência de discussões não significa necessariamente o viver bem e sim presença de problemas. Não discutir significa fugir dos problemas que aparecem e viver de máscaras de que se vive bem não é salutar. Viver bem uma ova! Onde tem pessoas reunidas, cada qual com sua opinião, conversar e discutir faz a diferença.
Meus pais são bem engraçados, ou seja, eles discutem muito! E no pique de completar bodas de ouro, ainda namoram e é bem legal ouvir o... Bem... Você quer isso? Mais Bem? Não é isso meu bem! Bem você está demorando... Bem, você viu aquilo? Ah... Como foi bom crescer ouvindo meu bem pra lá, meu bem pra cá.
Meus pais são os meus exemplos de amor. Eu os via cozinhando juntos, fazendo imposto de renda juntos, fazendo compras, fazendo pizza juntos e claro também via os dois discutindo, e também dando as mãos nos passeios de carro. São pessoas dignas de apreço e eram bem harmoniosos em dizer os “nãos” que precisei ouvir, até mesmo porque precisava aprender que frustração, saber esperar e ganhar por merecer faz muito bem aprender e nos prepara para a vida. Meus pais foram excelentes neste quesito e hoje estou falando sobre isso.
Minha mãe fragilizada com sua condição de saúde vem demonstrando que é possível lutar a cada dia pela vida e meu pai são umas das forças necessárias que ela recebe. Não mudaram em nada, continuam no pique do amor e zelam pela casa construída com suor do próprio trabalho, sonhos realizados e das plantas do jardim, do quintal que meu próprio pai capina e gosta de mostrar como ficou bem capinado.
Outro dia, ouvindo música junto com meu pai, ele então me presenteia com a tal sintonia do casal quando me diz assim: - Quer ver só, vou aumentar o volume desta música, pois sua mãe AMA ESTA MÚSICA! Foi então que a música adentrou pela casa e em menos de segundos minha mãe chega até a sala onde estávamos e me diz assim, com os olhos brilhantes, exclamando a vida: - EU AMO ESTA MÚSICA! Neste instante olho para o meu pai sentado no sofá e ele estava com os olhos cheios de lágrimas. Eu muito agraciada por Deus, segurei minhas lágrimas e então lhes disse: - Isso merece uma dança aqui mesmo! Puxei a mesa de centro e então os dois dançaram a música do amor. Aí sim, me permiti chorar e aprender com aquela maravilhosa sensação de que o amor é a maior sintonia do mundo.
Um abraço amoroso
Cássia Mira
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